quarta-feira, 16 de junho de 2010

Carlos Drummond de Andrade, de Manuel Bandeira

Louvo o Padre, louvo o Filho,
O Espírito Santo louvo.
Isto feito, louvo aquele
Que ora chega aos sessent'anos
E no meio de seus pares
Prima pela qualidade:
O poeta lúcido e límpido
Que é Carlos Drummond de Andrade.

Prima em Alguma Poesia,
Prima no Brejo das Almas
Prima em Rosa do Povo,
No Sentimento do Mundo.
(Lírico ou participante,
Sempre é poeta de verdade
Esse homem lépido e limpo
Que é Carlos Drummond de Andrade).


Como é o fazendeiro do ar,
O obscuro enigma dos astros
Intui, capta em claro enigma.
Claro, alto e raro. De resto
Ponteia em viola de bolso
Inteiramente à vontade
O poeta diverso e múltiplo
Que é Carlos Drummond de Andrade.

Louvo o Padre, o Filho, o Espírito
Santo, e após outra Trindade
Louvo: o homem, o poeta, o amigo
Que é Carlos Drummond de Andrade.


Texto extraído do livro "Antologia Poética - Manuel Bandeira", Editora Nova Fronteira – Rio de Janeiro, 2001, pág. 183.


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Um comentário:

Márcia Cristina Lio Magalhães disse...

Sumido, vê se aparece lá no Poetar!!

Tem um comentário teu deixado no blog que será publicado no meu livro de poesias...

Reitero o convite, dia 14/08/2010 as 19:00hs na Bienal Internacional do Livro em S.Paulo, stand da editora Scortecci, estarei lançando meu primeiro livro de poesias!!

Sua presença é importante, ficaria muito feliz...

Amplexos,