sábado, 3 de julho de 2010

Passagem das horas, de Fernando Pessoa

"Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero."


(in "Quando fui outro", Ed. Objetiva, 2006, pág. 101.

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2 comentários:

Cinema, café e poesia disse...

Adoro Fernando Pessoa e seus heteronômios.

Leca disse...

Lindo...
isso...
"...E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero."

Beijos
Leca